Viver o limite pode ser uma experiência de vida, e de carreira.
Mas o que é o limite? Uma sensaçao, um sentimento, uma fantasia, uma abstraçao, uma explicaçao, uma crença e/ou uma construçao psiquica na qual confiamos sem questionar?
O que é para voce? Pense em um limite. Geralmente dizemos: "eu nao vou conseguir..."; "esse é o meu limite, nao consigo nada mais do que isto"...Enfim, cada uma expressa o limite para si mesmo e para o outro de alguma forma, em alguma situaçao.
Mas observem: quando expressamos o limite (na forma de ideia, sensaçao, fantasia, crença, etc) nem sequer testamos sua veracidade. Ficamos no campo das ideias, que por suas vez despertam sensaçoes correspondentes à idéia, e paralisamos. Simplismente atuamos como o limite que criamos.
Entao o limite é uma criaçao mental? Acredito que sim, na maior parte das vezes. Faça o teste. Pergunte-se: que limite é este? Aonde sinto-o no meu corpo, o que esta acontecendo para que eu naquele momento recrie o limite? Muitas vezes esse tal de limite desperta medo e insegurança. Mas porque, e para quê? Se voce refletir, geralmente nao vai encontrar base para o aparecimento subito do sentimento de limite, as ideias e fantasias que o acompanham, bem como sensaçoes e emoçoes agregadas, quase que "grudadas".
Passei anos (muitos!) da minha vida acreditando (muito!) que tinha medo de dirigir em estrada. Pensar em digir 50 km nem pensar. Só de pensar eu ja ficava cansada, achando que ia acontecer alguma coisa, e nao via porque tentar ja que era tao penoso.
Recentemente resolvi rever este fantasma. Resolvi pegar uma estrada que para chegar aonde eu queria seriam 1000km. Todos os momentos que pensava no fato, nao deixei meu pensamento viciado tomar conta da minha mente. Surpresa! Nao senti medo. Nossa, pensei. Cadê o medo, a insegurança e a desistencia? Simplismente nem sinal. Ai, dias depois, peguei a estrada. Cadas vez que o tal do pensamento limite (que representava o tal do limite) aparecia, me perguntava: o que estou sentindo? Como esta minha respiraçao? O que estou vendo? Aonde estou (no carro claro - mas quando estamos no pensamento esquecemos de onde estamos...)? E fui achando a experiência demais, fantastica, divertida (Imaginem, depois de tantos anos...). E fiz os 1000km (ida e depois volta) feliz comigo mesma. Sentindo-me livre (de mim mesma) e vitoriosa (porque estou usando esta experiência em outros momentos). E, ainda, para minha surpresa 1000km em um dia (ida) e 1000km em um dia (volta). Esse exemplo/depoimento pode ajudá-los a entender o que escrevi no inicio desse post: limite? que limite é este? que funçao ele tem na sua vida? Frases e pensamentos prontos sao perigosos: servem para tolher nossa liberdade, e depreciar nossas possibilidades de experiência
A vida é incrivel! Só voce consegue se permitir vivê-la. Conte comigo. Escreva para o meu e.mail sandrabmr@gmail.com ou deixe um comentario se quiser compartilhar sua opiniao.
Este blog é o ponto de encontro de pessoas que pensam suas carreiras com responsabilidade. Nele pretendo compartilhar minhas experiências como terapeuta, coach e professora. Vocês todos são bem vindos. Aproveitem e façam de suas vidas o seu orgulho, e de vocês pessoas satisfeitas.
Sejam bem vindos!
Ola. Bem vindos ao espaço de reflexão sobre nossas carreiras. Comecem a pensar nas suas vidas como uma estrada a ser percorrida com satisfação. Juntos faremos das nossas vidas uma estrada da qual nos orgulharemos. Obrigada pela oportunidade da troca e do crescimento
29 de agosto de 2011
5 de julho de 2011
Carreira e decisoes inteligentes
Em 11 de abril, no post Coaching para a Carreira, descrevi o processo de coaching - técnica que pode nos ajudar a dirigir nossa energia para o desenvolvimento de comportamentos que achamos importantes para vivermos a vida com saúde, experienciando nossa carreira.
Apesar de muitos de nós sabermos que existem ações que podemos tomar para dirigirmos nossa energia de forma racional para o atingimento de nossos objetivos, geralmente não agimos dessa forma. Esperamos que as coisas aconteçam de forma natural, “deixando a vida nos levar”.
No entanto, podemos tomar uma decisão “inteligente” e agir com uma dose de sabedoria. Se existe um conhecimento disponível para nos ajudar a viver bem, e se esse conhecimento aponta para o coaching[1] como uma das formas para vivermos melhor, temos que ser proativos – ou seja – reconhecer os nossos limites e procurar atuar no desenvolvimento de comportamentos que temos, mas não usamos; ou que temos, mas não sabemos, ou que não temos e precisamos ter.
Em qual desses grupos de pessoas você se encaixa?
a) no de pessoas que vem vivendo a vida com saúde, lidando bem com o stress, garantindo relações saudáveis com amigos e família, tendo um bom trabalho, e tendo uma aparência de que se sentem felizes (sorriem, o rosto apresenta expressões não estando sempre de “cara feia)? Se for nesse, você pode aprender novos comportamentos e caminhos para se tornar a cada dia a melhor pessoa que pode ser. Embora você possa achar que está bem e que não precisa fazer nada, deve sim. Deve procurar viver melhor do que já vive por você mesmo e por aquelas pessoas com as quais convive para que possa influenciá-las de forma positiva para lutarem por uma vida melhor e mais saudável.
b) no de pessoas que estão passando por situações adversas e não estão conseguindo lidar bem consigo mesmas, precisando ultrapassar (e podem!) essas novas situações com o equilíbrio que gostariam (e conseguem!)? Se nesse, então tem um motivo “forte” para ir em busca do viver com saúde: a vida e sua carreira. Releia os posts de 02 e 09 de maio sobre estresse.
c) no de pessoas que ignoram o fato de que podem se autoconhecer e reconhecer que tem um potencial para a vida que desconhecem? Se nesse, então o coaching1 pode fazer com que descubra que é capaz e que somente se esqueceu disso.
d) no de pessoas que não estão identificadas nas situações anteriores mas que acreditam que a vida tem um significado que nós seres humanos desconhecemos (ou conhecemos parcialmente) em sua plenitude, e que vive-la é a possibilidade interminável do saborear cores, emoções, experiências e criações infinitas, e de fazer a diferença no meio em que vivem, transformando vidas e construindo relações saudáveis? Se nesse, então tem um motivo por continuar a desenvolver comportamentos que possam te direcionar para continuar cumprindo sua missão de carreira.
A vida é como é não como gostaríamos que fosse. Saber vive-la e se permitir experimentar suas nuances com tranquilidade e satisfação é para poucos. Saber disso e viver é ser humano.
Viver requer uma atitude proativa perante a vida. Use a razão a seu favor: trabalhe-se por sua realização pessoal promovendo ativamente a expressão de sua carreira. Você vai gostar.
O que você acha do que escrevi? Escreva um comentário ou mande um e.mail para sandrabmr@gmail.com e uma ótima semana para você.
[1] Conheço a psicoterapia também como forma de contribuir para com o viver de forma saudável, com mais satisfação, autoconfiança e equilíbrio. Mas existem outras formas. O importante é procurar uma com a qual você se identifica e agir, fazendo com que você viva mais feliz e satisfeito.
20 de junho de 2011
Frustração e carreira – II
No post anterior disse ser a frustração um sentimento de desprazer (estado afetivo menos intenso e mais durável do que as emoções), resultado do não atendimento a uma expectativa. Dessa forma nos frustramos porque não temos nossos desejos atendidos. Esse sentimento é percebido como desprazer, dor, raiva, mágoa, contrariedade e ódio. Também afirmei que costuma ser frequente já que geralmente não temos nossas expectativas atendidas.
A maioria de nós tem dificuldade em lidar com a frustração e permanecemos no sentimento por um tempo maior do que o necessário. Talvez uma das respostas esteja na nossa educação. Deveríamos ter aprendido que não ter nossa vontade atendida não é o fim do mundo, que faz parte da vida, e que portanto deveríamos sentir frustração no momento e não por momentos. Nossos pais deveriam ter nos ensinado que a vida é assim: há ocasiões em que temos o que queremos e há períodos que não. E que, portanto, a vida é uma sucessão de ocasiões de prazer – quando conseguimos o que queremos, e de frustração quando isso não acontece. Obviamente não são todos os pais que educam assim. Há aqueles que tem mais dificuldade de lidar com o não atendimento às suas expectativas, negando e evitando o sentimento pois acreditam que é ruim. Dessa forma passam o mesmo para os filhos. E há aqueles que encaram momentos de não realização de desejos como algo natural, e não atrapalham os filhos ensinando-os a experimentar a frustração com algo ruim e que deve ser duradouro.
O que temos que fazer? Sentir o sentimento e usar o pensamento para refazer o modelo de reação, ou seja, pensar que é só um momento, que nem sempre conseguimos o que queremos e que a vida é assim. Não é o fim do mundo, não vai acontecer nada, não vai ser pior ou melhor se vez ou outra não tivermos o que quisermos.
Manter o sentimento de frustração tem a função de nos deixar sentindo mal, baixar nossa autoestima, fazer com que nos sintamos incapazes. Não muda em nada a realidade. Será que você merece se sentir mal sem necessidade? Refaça a forma de perceber os desejos e expectativas não atendidos encarando-os como fazendo parte da vida e do viver.
Você já pensou nisso? Se sim, como este assunto tem afetado a sua carreira?
Deixe seu comentário ou escreva para Sandra Barros: sandrabmr@gmail.com
27 de maio de 2011
Frustração e carreira
Acredito que a maneira como lidamos com esses temas contribuem, de alguma forma, para o distanciamento que criamos da vida.
Vamos pensar juntos:
O que é frustração? É um sentimento de desprazer que acompanha o não atendimento a uma expectativa. Então acontece com frequência já que geralmente as nossas expectativas não são atendidas.
Se acontece com frequência, porque evitamos ou achamos que este sentimento é negativo? Porque generalizamos esse sentimento para outras situações que vivemos. Por exemplo, esperamos que uma pessoa fale conosco, esperamos fazer determinadas coisas no dia, achamos que seremos “bem tratados ou da forma como tratamos o outro”, queremos conseguir “lidar bem e sempre bem” com as adversidades, etc. São inúmeras as situações de exigências que nos colocamos. Como não conseguimos porque somos humanos, sentimo-nos frustrados, tristes, decepcionados e fracassados. Não bastasse provocarmos estas sensações, generalizamos o sentimento para o dia. Ai ficamos o dia inteiro, as vezes dias, tristes, desanimados e nos sentindo incapazes. E para complicar mais atrelamos essas exigências ou expectativas com felicidade.
Leiam novamente.
Não é um absurdo? Aonde aprendemos a agir assim? Se somos humanos, portanto passiveis de não conseguirmos, em uma ou mais tentativas, atingir um objetivo, isso não faz de nós um fracasso, ou incapazes. Isso quer dizer que para aquela situação, naquele momento, naquele dia, não conseguimos realizar um objetivo. E se quisermos podemos tentar novamente (se quisermos – já que o objetivo pode perder sua importância) e poderemos conseguir. E se não conseguimos, não é o “fim do mundo”. Somos muito mais do que um objetivo. Somos inúmeros objetivos. Não atingir um ou outro não é a totalidade do nosso ser!
Outro aspecto que esquecemos com frequência é o de que muitas (mas muitas mesmo) exigências e expectativas não são “verdadeiras”. São aprendidas, criadas pelo meio em que vivemos. Pense nisto: o seu objetivo é seu, ou é do meio, do trabalho, do companheiro, do pai, da mãe, do cachorro (pasmem, mas ate os bichos entram nessa – tem muita gente achando que seu animal precisa disso ou daquilo), etc.
Qual é o SEU objetivo, a SUA necessidade. Pare, reflita, tenha paciência para que a resposta venha “do coração” e não da mente (do que é aprendido). Se faça esta pergunta o tempo inteiro na busca pelo SEU objetivo. No começo vai ser mais difícil ja que você nao foi treinado para isso. Mas depois fica mais fácil. Tente, vale a pena. Tente por você. Você merece sossego!
Retomando nosso raciocínio inicial: porque carreira e frustração podem estar relacionados?
Porque carreira, no meu entendimento, é o que nos faz sentir uteis, fazendo a diferença, favorecendo o sentimento de realização e “dever cumprido”. É a nossa missão de vida. É a razão pela qual deveríamos acordar todos os dias. A carreira tem trilhas no trabalho, na vida social, na vida familiar, no lazer, enfim, nas diversas perspectivas da vida. Você precisa saber qual é a sua. Sabendo, vai se sentir menos frustrado já que vai tirar da frente o que aprendeu com os outros e virou expectativa e/ou exigência. E se aprendeu pode não ser SEU e não estar relacionado a sua carreira...
Além disso quando se frustrar (porque vai se frustrar – faz parte da vida), será pelo que realmente faz a diferença para você. E melhor, vai te ajudar a redirecionar suas escolhas atendendo às suas necessidades de carreira. Provavelmente momentos de frustração tornar-se-ão raros. E quando senti-los vai lembrar de que são úteis para você redirecionar o caminho de escolha do atendimento às suas necessidades de carreira.
E, além de viver melhor porque você vai tratar cada assunto de uma vez e no tamanho que deve e na importância que merece (SUA), vai diminuir os fatores estressores (que comentei nos dois posts anteriores), diminuindo a possibilidade de ficar doente como resultado do grau de estresse ocasionado pelo sentimento de frustração.
Você acha que este post foi importante para você? Espero seu comentário ou um e.mail no sandrabmr@gmail.com
Bom final de semana!
9 de maio de 2011
Estresse contra a carreira - parte II
A maioria de nós acredita que esteja estressado (até porque viver em São Paulo já contribui...), mas acha que se tirar umas ferias resolve. No entanto isso não vai acontecer (desculpem-me a franqueza). Não vai porque se a pessoa não agir sobre os fatores estressores, volta do período de férias melhor, mas dali a um mês esta apresentando sintomas de estresse novamente.
Vamos ver como a literatura pode nos ajudar. Selye (1974) definiu estresse como a resposta não especifica do organismo a qualquer demanda que lhe é feita. Trata-se de um estado psicológico que, em níveis desejáveis (esperados e saudáveis) permite a regulação do individuo e sua adaptação ao meio. Para Morin essa resposta não específica do organismo se articula no tempo em conformidade com uma síndrome de adaptação que compreende três fases: reação de alarme, fase de resistência e fase de esgotamento (2009). Isto significa que o estresse apresenta diferentes níveis, estados ou fases.
Na reação de alarme o nível de resistência desce abaixo do nível normal já que o organismo reage ao agente estressante e prepara uma resposta psicomotora de fuga ou luta. Este tipo de reação desperta alterações neurofisiológicas associadas à primeira exposição a esse estimulo tais como sudorese, taquicardia. Mas passada situação o organismo retoma sua normalidade.
Na fase de resistência o organismo se adapta ao agente estressor, e a pessoa tem a impressão de que domina a situação. Considero esta fase “perigosa” pois a pessoa acha que esta “normal”. Acha que, por exemplo, estar constantemente prevenida, ou desconfiada, ou alerta é “normal”. Independentemente do estar ou não acontecendo algo que seja estressante, age como se este estimulo fosse presente (a pessoa preocupa-se, vive preocupada, imaginando que algo possa acontecer). Nesta fase é costume achar que o estresse vai passar, sendo só uma questão de tempo. Mas como vai passar se não mudamos nada. Se não agimos para evitar ou minimizar os fatores estressores?
Em seu estado mais agudo ou intenso, reconhecido como fase de esgotamento, o nível de resistência da pessoa cai bem abaixo do nível normal, ficando doente facilmente. Dessa forma o individuo contrai gripes, resfriados, apresenta crises de ansiedade, mal-humor, irritação entre outros sintomas, com frequência. Além disso pode ser acometido por doenças mais graves como enfarto, depressão, síndrome do pânico, entre outras. Neste estado de estresse – fase de esgotamento – o organismo pode sofrer danos irreparáveis.
Considerando o exposto, em que fase ou estado você se encontra? Pare, reflita sobre a forma com que tem levado a vida. Identifique o que te estressa (desde “pequenas coisas até maiores). Vá tirando da sua vida. Se a torneira pinga, arrume. Se seu escritório precisa de arrumação, arrume. Reforço: identifique o que te estressa. Faça uma lista, e vá resolvendo – mas coloque um prazo. Temos uma resistência enorme a agir a nosso favor (por incrível que pareça). Há coisas na vida mais difíceis de “tirar” (marido, esposa, filhos, trabalho, etc.). Mas pense como pode melhorar, minimizando seus impactos. Além de tirar ou minimizar os impactos dos fatores estressores, faça atividade física, participe de atividades culturais, dedique tempo ao lazer, marque um café com amigos. Pense o que você gosta de fazer. Imagine situações possíveis (de acordo com seu orçamento) e programe sua realização. Essas atitudes vão ajudá-lo a prevenir o estresse das ultimas duas fases. Procure se acostumar a ficar bem. Vejo muitas pessoas achando normal ficarem estressadas, mal e cansadas. A sua qualidade de vida é sua responsabilidade.
O que você achou deste post? Coloque um comentário ou mande-me um e.mail no sandrabmr@gmail.com
Boa semana a todos!
2 de maio de 2011
Estresse contra a carreira
Ultimamente tenho ouvido e visto inúmeros colegas, familiares e clientes sob os efeitos do estresse, atrapalhando seus objetivos de carreira. O que me fez escrever este post foi que na última semana os efeitos sobre colegas de trabalho foram aneurisma grave, enfarto fulminante e acidente de carro. Estou perplexa como o estresse em alto nível está tomando conta das pessoas com que convivo. O pior é que muitos acham “normal - faz parte da vida” e não querem deixar de fazer certas coisas "porque vou perder dinheiro", ou “terei que encontrar novas alternativas e está bom assim".
Mas por que será que isso está acontecendo? Em grande parte pela cidade em que vivemos – São Paulo, capital – que favorece níveis de estresse contínuos, pela forma como o mercado de trabalho tem tratado o trabalho, e pela essência do funcionamento da economia de forma geral. Dessa forma, ficamos doentes e somos desviados de nossos objetivos de carreira, chegando muitas vezes a perder o foco em função, por exemplo, da ansiedade decorrente de alto nível de estresse. Já não é de hoje que muitos pesquisadores apontam o estresse como a doença do Século XXI.
Cabe ressaltar que o estresse muitas vezes é considerado um estado indesejável, mas a definição geral do termo diz respeito à reação esperada das pessoas às exigências feitas a elas. Esse estado psicológico em certo nível permite regular a motivação, o crescimento, o desenvolvimento e a mudança. O dano à saúde vai depender do nível e freqüência de estresse que a pessoa apresenta como resposta às demandas da vida.
Os efeitos físicos do estresse muitas vezes não são percebidos. A não percepção e assunção de que estamos sob estresse é que é o perigo. Altos níveis de estresse estão vinculados a um maior número de acidentes (Matteson & Ivancevick, 1982), pressão alta, problemas cardíacos, alta do colesterol, lesões, irritabilidade, depressão, descontrole emocional, ansiedade, aumento ou diminuição de peso, entre outros sintomas. Quando os sintomas aparecem devem ser tratados como sinais: a pessoa deve procurar ajuda para verificar o nível de consequência no corpo (exemplos: úlcera, problemas cardíacos, entre inúmeras doenças físicas). O ideal é procurar um médico, inicialmente, clínico geral e buscar um psicólogo que o ajude a reorganizar a forma como vive a vida, revendo fatores estressores, prioridades, expectativas, estilo de vida e resistências à diminuição dos fatores estressores.
Lutar contra o estresse requer coragem e determinação. Quantos clientes meus ouvi dizer que não têm como mudar a vida, ganhar menos, viver sem isso ou aquilo (referindo-se a bens materiais), que a empresa o obriga a trabalhar finais de semana e viajar constantemente (o que geralmente é fato – as empresas cobram seus funcionários até o limite sem muitas vezes prevenirem o absenteísmo), que o trabalho traz prazer (como se o ambiente de trabalho – o que inclui pessoas que nele convivem – fosse a vida da pessoa), entre outras racionalizações que têm por objetivo justificar que trabalhar é necessário e tem que estar acima de tudo, de todos e até da sua própria saúde. Imaginem que recentemente ouvi de uma pessoa, quando a parabenizei pelo novo cargo de diretor que havia assumido, que havia estado recentemente em um hospital com suspeita de enfarto tratando do fato com se fosse algo comum, desvinculado do seu estilo de vida. Chegou a me surpreender.
Chega a ser chocante a forma com que muitos têm concluído sobre seus sintomas de estresse, reagindo de forma anestesiada ao que lhes acontece. Conseqüentemente, além de ficarem doentes, distanciam-se de sua carreira, separam-se ou distanciam-se da família, amigos e experimentam alto nível de insatisfação. Às vezes, em um momento de lucidez dizem: "perdi o controle sobre a minha vida". Momento de lucidez que não passa de um momento.
Sucesso na carreira sem saúde é sucesso?
Mas por que será que isso está acontecendo? Em grande parte pela cidade em que vivemos – São Paulo, capital – que favorece níveis de estresse contínuos, pela forma como o mercado de trabalho tem tratado o trabalho, e pela essência do funcionamento da economia de forma geral. Dessa forma, ficamos doentes e somos desviados de nossos objetivos de carreira, chegando muitas vezes a perder o foco em função, por exemplo, da ansiedade decorrente de alto nível de estresse. Já não é de hoje que muitos pesquisadores apontam o estresse como a doença do Século XXI.
Cabe ressaltar que o estresse muitas vezes é considerado um estado indesejável, mas a definição geral do termo diz respeito à reação esperada das pessoas às exigências feitas a elas. Esse estado psicológico em certo nível permite regular a motivação, o crescimento, o desenvolvimento e a mudança. O dano à saúde vai depender do nível e freqüência de estresse que a pessoa apresenta como resposta às demandas da vida.
Os efeitos físicos do estresse muitas vezes não são percebidos. A não percepção e assunção de que estamos sob estresse é que é o perigo. Altos níveis de estresse estão vinculados a um maior número de acidentes (Matteson & Ivancevick, 1982), pressão alta, problemas cardíacos, alta do colesterol, lesões, irritabilidade, depressão, descontrole emocional, ansiedade, aumento ou diminuição de peso, entre outros sintomas. Quando os sintomas aparecem devem ser tratados como sinais: a pessoa deve procurar ajuda para verificar o nível de consequência no corpo (exemplos: úlcera, problemas cardíacos, entre inúmeras doenças físicas). O ideal é procurar um médico, inicialmente, clínico geral e buscar um psicólogo que o ajude a reorganizar a forma como vive a vida, revendo fatores estressores, prioridades, expectativas, estilo de vida e resistências à diminuição dos fatores estressores.
Lutar contra o estresse requer coragem e determinação. Quantos clientes meus ouvi dizer que não têm como mudar a vida, ganhar menos, viver sem isso ou aquilo (referindo-se a bens materiais), que a empresa o obriga a trabalhar finais de semana e viajar constantemente (o que geralmente é fato – as empresas cobram seus funcionários até o limite sem muitas vezes prevenirem o absenteísmo), que o trabalho traz prazer (como se o ambiente de trabalho – o que inclui pessoas que nele convivem – fosse a vida da pessoa), entre outras racionalizações que têm por objetivo justificar que trabalhar é necessário e tem que estar acima de tudo, de todos e até da sua própria saúde. Imaginem que recentemente ouvi de uma pessoa, quando a parabenizei pelo novo cargo de diretor que havia assumido, que havia estado recentemente em um hospital com suspeita de enfarto tratando do fato com se fosse algo comum, desvinculado do seu estilo de vida. Chegou a me surpreender.
Chega a ser chocante a forma com que muitos têm concluído sobre seus sintomas de estresse, reagindo de forma anestesiada ao que lhes acontece. Conseqüentemente, além de ficarem doentes, distanciam-se de sua carreira, separam-se ou distanciam-se da família, amigos e experimentam alto nível de insatisfação. Às vezes, em um momento de lucidez dizem: "perdi o controle sobre a minha vida". Momento de lucidez que não passa de um momento.
Sucesso na carreira sem saúde é sucesso?
18 de abril de 2011
Carreira e motivação: alimentando o sentimento de realização.
Muitos de nós temos vivido para cumprir as tarefas do dia a dia. Muitas vezes não nos sentimos motivados. Não fosse a necessidade de sobrevivência talvez não cumpríssemos parte dessas tarefas diárias. Chegamos muitas vezes a nos sentir como se estivéssemos sem energia, sem vontade e cansados. Como reverter esse quadro?
Inicialmente entendendo o que vem a ser motivação. O entendimento pode nos ajudar a enxergar o quadro descrito no inicio deste texto como resultado da falta do conhecimento do que nos motiva e, portanto de como satisfazer o que nos é essencial ao sentimento de satisfação e bem-estar (e porque não ao sentimento de felicidade).
Muitos de nós achamos que motivação é um traço de personalidade que alguns têm outros não, ou é algo que é dado pelos outros como se dependesse totalmente da outra pessoa ou do ambiente em que estamos.
O conhecimento produzido sobre o assunto data da década de 1950 e permite afirmar que isso não é verdade. O que se sabe é que a motivação é uma força que se encontra no interior da pessoa. Pode ser definida como a vontade ou pré-disposição em exercer um esforço contínuo para atingir objetivos, influenciada pela capacidade desse esforço satisfazer determinadas necessidades individuais (Coda, 2000). Robbins (2005) define como um processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar objetivos que lhes satisfaçam. Sua existência depende da interação da pessoa com a situação já que essa pode ou não proporcionar condições para que a motivação se mantenha em fluxo proporcionando satisfação e bem-estar.
Partindo desse referencial teórico a questão que se coloca é: como deixar claro os motivos que nos mantém motivados? Como saber no que devemos nos dedicar, dar atenção e trabalhar para que busquemos ambientes que mantenham nossa motivação “acesa”. Nós somos como plantas. Não precisamos de motivação para crescer. Essa nos é dada pela própria natureza humana. O que precisamos é criar situações na vida para que a motivação floresça fazendo com que a planta – no caso nós – cresça. Temos que descobrir quanta água temos que beber, que tipo de terra temos que nos cercar, quanto de sol temos que tomar e quanto de alimento temos que engolir porque, como as plantas, nós crescemos, florescemos e damos frutos. Como à planta a nós é dada a condição de crescer, ou seja, a motivação para buscar luz, comida, água e ar. Temos que descobrir as condições para mantermos nosso crescimento e saúde florescendo como resultado da motivação, e teremos por conseqüências a saúde física psíquica e emocional, a realização pessoal e a profissional.
Como escrevi anteriormente neste blog carreira é o caminho que escolhemos para cumprir com nossa missão social. Para uns pode ser “mudar o mundo” no sentido de estar constantemente repensando a vida; para outros pode ser viabilizar a missão de organizações por meio do conhecimento técnico; para outros garantindo o bem estar das pessoas que o cercam; enfim cada um tem que descobrir sua missão pessoal pois é ela que vai manter sua motivação “acesa”. Essa deve orientar sua carreira (seu caminho) em todas as suas perspectivas: social, espiritual, profissional, familiar, intelectual, íntima, emocional, financeira, lazer e física. Se não sabemos nossa missão caminhamos a esmo, sem sentido, sem perspectiva, sem motivação e sem razão para viver.
Podemos reverter o sentimento de falta de motivação respondendo: Qual a sua missão? Que diferença você quer fazer na vida? Você tem alguma idéia de qual é o seu propósito na vida (família, trabalho, lazer, amigos)? Porque você acorda todos os dias? A resposta tem que fazer sentido para você, tem que “mexer” com você, tem que “tocar seu coração”. Tem que abranger as perspectivas psíquica, espiritual, física e social. Se você conseguir achar as respostas, e ter coragem para assumir sua missão, você será uma pessoa motivada a maior parte da sua vida, estará alimentando seu sentimento de realização e satisfação, e estará se dando a oportunidade do viver.
Inicialmente entendendo o que vem a ser motivação. O entendimento pode nos ajudar a enxergar o quadro descrito no inicio deste texto como resultado da falta do conhecimento do que nos motiva e, portanto de como satisfazer o que nos é essencial ao sentimento de satisfação e bem-estar (e porque não ao sentimento de felicidade).
Muitos de nós achamos que motivação é um traço de personalidade que alguns têm outros não, ou é algo que é dado pelos outros como se dependesse totalmente da outra pessoa ou do ambiente em que estamos.
O conhecimento produzido sobre o assunto data da década de 1950 e permite afirmar que isso não é verdade. O que se sabe é que a motivação é uma força que se encontra no interior da pessoa. Pode ser definida como a vontade ou pré-disposição em exercer um esforço contínuo para atingir objetivos, influenciada pela capacidade desse esforço satisfazer determinadas necessidades individuais (Coda, 2000). Robbins (2005) define como um processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar objetivos que lhes satisfaçam. Sua existência depende da interação da pessoa com a situação já que essa pode ou não proporcionar condições para que a motivação se mantenha em fluxo proporcionando satisfação e bem-estar.
Partindo desse referencial teórico a questão que se coloca é: como deixar claro os motivos que nos mantém motivados? Como saber no que devemos nos dedicar, dar atenção e trabalhar para que busquemos ambientes que mantenham nossa motivação “acesa”. Nós somos como plantas. Não precisamos de motivação para crescer. Essa nos é dada pela própria natureza humana. O que precisamos é criar situações na vida para que a motivação floresça fazendo com que a planta – no caso nós – cresça. Temos que descobrir quanta água temos que beber, que tipo de terra temos que nos cercar, quanto de sol temos que tomar e quanto de alimento temos que engolir porque, como as plantas, nós crescemos, florescemos e damos frutos. Como à planta a nós é dada a condição de crescer, ou seja, a motivação para buscar luz, comida, água e ar. Temos que descobrir as condições para mantermos nosso crescimento e saúde florescendo como resultado da motivação, e teremos por conseqüências a saúde física psíquica e emocional, a realização pessoal e a profissional.
Como escrevi anteriormente neste blog carreira é o caminho que escolhemos para cumprir com nossa missão social. Para uns pode ser “mudar o mundo” no sentido de estar constantemente repensando a vida; para outros pode ser viabilizar a missão de organizações por meio do conhecimento técnico; para outros garantindo o bem estar das pessoas que o cercam; enfim cada um tem que descobrir sua missão pessoal pois é ela que vai manter sua motivação “acesa”. Essa deve orientar sua carreira (seu caminho) em todas as suas perspectivas: social, espiritual, profissional, familiar, intelectual, íntima, emocional, financeira, lazer e física. Se não sabemos nossa missão caminhamos a esmo, sem sentido, sem perspectiva, sem motivação e sem razão para viver.
Podemos reverter o sentimento de falta de motivação respondendo: Qual a sua missão? Que diferença você quer fazer na vida? Você tem alguma idéia de qual é o seu propósito na vida (família, trabalho, lazer, amigos)? Porque você acorda todos os dias? A resposta tem que fazer sentido para você, tem que “mexer” com você, tem que “tocar seu coração”. Tem que abranger as perspectivas psíquica, espiritual, física e social. Se você conseguir achar as respostas, e ter coragem para assumir sua missão, você será uma pessoa motivada a maior parte da sua vida, estará alimentando seu sentimento de realização e satisfação, e estará se dando a oportunidade do viver.
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Quem sou eu
- Sandra Barros
- Certificada pelo International Coaching Institute (ICI) – 2009 - # 449. Formada em Psicologia (UNIP,1979) e mestre em administração de empresas (EASP/FGV, 2000). Atua como psicóloga nas áreas clinica e organizacional desde 1979, e como coach desde 2006. Professora em cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia, Gestão do Conhecimento e Comportamento Organizacional desde 1999. Fluente em inglês. Para contato envie e.mail para sandrabmr@gmail.com @coachonyou (seu twitte de dicas) www.coachingforyou.com.br