Sejam bem vindos!

Ola. Bem vindos ao espaço de reflexão sobre nossas carreiras. Comecem a pensar nas suas vidas como uma estrada a ser percorrida com satisfação. Juntos faremos das nossas vidas uma estrada da qual nos orgulharemos. Obrigada pela oportunidade da troca e do crescimento

27 de maio de 2011

Frustração e carreira

Acredito que  a maneira como lidamos com esses temas contribuem, de alguma forma, para o distanciamento que criamos da vida.

Vamos pensar juntos:
O que é frustração? É um sentimento de desprazer que acompanha o não atendimento a uma expectativa. Então acontece com frequência já que geralmente as nossas expectativas não são atendidas.
Se acontece com frequência, porque evitamos ou achamos que este sentimento é negativo? Porque generalizamos esse sentimento para outras situações que vivemos. Por exemplo, esperamos que uma pessoa fale conosco, esperamos fazer determinadas coisas no dia, achamos que seremos “bem tratados ou da forma como tratamos o outro”, queremos conseguir “lidar bem e sempre bem” com as adversidades, etc. São inúmeras as situações de exigências que nos colocamos. Como não conseguimos porque somos humanos, sentimo-nos frustrados, tristes, decepcionados e fracassados. Não bastasse provocarmos estas sensações, generalizamos o sentimento para o dia. Ai ficamos o dia inteiro, as vezes dias, tristes, desanimados e nos sentindo incapazes. E para complicar mais atrelamos essas exigências ou expectativas com felicidade.

Leiam novamente.

Não é um absurdo? Aonde aprendemos a agir assim? Se somos humanos, portanto passiveis de não conseguirmos, em uma ou mais tentativas, atingir um objetivo, isso não faz de nós um fracasso, ou incapazes. Isso quer dizer que para aquela situação, naquele momento, naquele dia, não conseguimos realizar um objetivo. E se quisermos podemos tentar novamente (se quisermos – já que o objetivo pode perder sua importância) e poderemos conseguir. E se não conseguimos, não é o “fim do mundo”. Somos muito mais do que um objetivo. Somos inúmeros objetivos. Não atingir um ou outro não é a totalidade do nosso ser!

Outro aspecto que esquecemos com frequência é o de que muitas (mas muitas mesmo) exigências e expectativas não são “verdadeiras”. São aprendidas, criadas pelo meio em que vivemos. Pense nisto: o seu objetivo é seu, ou é do meio, do trabalho, do companheiro, do pai, da mãe, do cachorro (pasmem, mas ate os bichos entram nessa – tem muita gente achando que seu animal precisa disso ou daquilo), etc.
Qual é o SEU objetivo, a SUA necessidade. Pare, reflita, tenha paciência para que a resposta venha “do coração” e não da mente (do que é aprendido). Se faça esta pergunta o tempo inteiro na busca pelo SEU objetivo. No começo vai ser mais difícil ja que você nao foi treinado para isso. Mas depois fica mais fácil. Tente, vale a pena. Tente por você. Você merece sossego!

Retomando nosso raciocínio inicial: porque carreira e frustração podem estar relacionados?

Porque carreira, no meu entendimento, é o que nos faz sentir uteis, fazendo a diferença, favorecendo o sentimento de realização e “dever cumprido”. É a nossa missão de vida. É a razão pela qual deveríamos acordar todos os dias. A carreira tem trilhas no trabalho, na vida social, na vida familiar, no lazer, enfim, nas diversas perspectivas da vida. Você precisa saber qual é a sua. Sabendo, vai se sentir menos frustrado já que vai tirar da frente o que aprendeu com os outros e virou expectativa e/ou exigência. E se aprendeu pode não ser SEU e não estar relacionado a sua carreira...

Além disso quando se frustrar (porque vai se frustrar – faz parte da vida), será pelo que realmente faz a diferença para você. E melhor, vai te ajudar a redirecionar suas escolhas atendendo às suas necessidades de carreira. Provavelmente momentos de frustração tornar-se-ão raros. E quando senti-los vai lembrar de que são úteis para você redirecionar o caminho de escolha do atendimento às suas necessidades de carreira.

E, além de viver melhor porque você vai tratar cada assunto de uma vez e no tamanho que deve e na importância que merece (SUA), vai diminuir os fatores estressores (que comentei nos dois posts anteriores), diminuindo a possibilidade de ficar doente como resultado do grau de estresse ocasionado pelo sentimento de  frustração.

Você acha que este post foi importante para você? Espero seu comentário ou um e.mail no sandrabmr@gmail.com

Bom final de semana!

9 de maio de 2011

Estresse contra a carreira - parte II


A maioria de nós acredita que esteja estressado (até porque viver em São Paulo já contribui...), mas acha que se tirar umas ferias resolve. No entanto isso não vai acontecer (desculpem-me a franqueza). Não vai porque se a pessoa não agir sobre os fatores estressores, volta do período de férias melhor, mas dali a um mês esta apresentando sintomas de estresse novamente.

Vamos ver como a literatura pode nos ajudar. Selye (1974) definiu estresse como a resposta não especifica do organismo a qualquer demanda que lhe é feita. Trata-se de um estado psicológico que, em níveis desejáveis (esperados e saudáveis) permite a regulação do individuo e sua adaptação ao meio. Para Morin essa resposta não específica do organismo se articula no tempo em conformidade com uma síndrome de adaptação que compreende três fases: reação de alarme, fase de resistência e fase de esgotamento (2009). Isto significa que o estresse apresenta diferentes níveis, estados ou fases.

Na reação de alarme o nível de resistência desce abaixo do nível normal já que o organismo reage ao agente estressante e prepara uma resposta psicomotora de fuga ou luta. Este tipo de reação desperta alterações neurofisiológicas associadas à primeira exposição a esse estimulo tais como sudorese, taquicardia. Mas passada situação o organismo retoma sua normalidade.

Na fase de resistência o organismo se adapta ao agente estressor, e a pessoa tem a impressão de que domina a situação. Considero esta fase “perigosa” pois a pessoa acha que esta “normal”.   Acha que, por exemplo, estar constantemente prevenida, ou desconfiada, ou alerta é “normal”. Independentemente  do estar ou não acontecendo algo que seja estressante, age como se este estimulo fosse presente (a pessoa preocupa-se, vive preocupada, imaginando que algo possa acontecer). Nesta fase é costume achar que o estresse vai passar, sendo só uma questão de tempo. Mas como vai passar se não mudamos nada. Se não agimos para evitar ou minimizar os fatores estressores?

Em seu estado mais agudo ou intenso, reconhecido como fase de esgotamento, o nível de resistência da pessoa cai bem abaixo do nível normal, ficando doente facilmente. Dessa forma o individuo contrai gripes, resfriados, apresenta crises de ansiedade, mal-humor, irritação entre outros sintomas, com frequência. Além disso pode ser acometido por doenças mais graves como enfarto, depressão, síndrome do pânico, entre outras. Neste estado de estresse – fase de esgotamento – o organismo pode sofrer danos irreparáveis.

Considerando o exposto, em que fase ou estado você se encontra? Pare, reflita sobre a forma com que tem levado a vida. Identifique o que te estressa (desde “pequenas coisas até maiores). Vá tirando da sua vida. Se a torneira pinga, arrume. Se seu escritório precisa de arrumação, arrume. Reforço: identifique o que te estressa. Faça uma lista, e vá resolvendo – mas coloque um prazo. Temos uma resistência enorme a agir a nosso favor (por incrível que pareça).  Há coisas na vida mais difíceis de “tirar” (marido, esposa, filhos, trabalho, etc.). Mas pense como pode melhorar, minimizando seus impactos.  Além de tirar ou minimizar os impactos dos fatores estressores, faça atividade física, participe de atividades culturais, dedique tempo ao lazer, marque um café com amigos. Pense o que você gosta de fazer. Imagine situações possíveis (de acordo com seu orçamento) e programe sua realização. Essas atitudes vão ajudá-lo a prevenir o estresse das ultimas duas fases. Procure se acostumar a ficar bem. Vejo muitas pessoas achando normal ficarem estressadas, mal e cansadas.  A sua qualidade de vida é sua responsabilidade.

O que você achou deste post? Coloque um comentário ou mande-me um e.mail no sandrabmr@gmail.com

Boa semana a todos!




2 de maio de 2011

Estresse contra a carreira

Ultimamente tenho ouvido e visto inúmeros colegas, familiares e clientes sob os efeitos do estresse, atrapalhando seus objetivos de carreira. O que me fez escrever este post foi que na última semana os efeitos sobre colegas de trabalho foram aneurisma grave, enfarto fulminante e acidente de carro. Estou perplexa como o estresse em alto nível está tomando conta das pessoas com que convivo. O pior é que muitos acham “normal - faz parte da vida” e não querem deixar de fazer certas coisas "porque vou perder dinheiro", ou “terei que encontrar novas alternativas e está bom assim".




Mas por que será que isso está acontecendo? Em grande parte pela cidade em que vivemos – São Paulo, capital – que favorece níveis de estresse contínuos, pela forma como o mercado de trabalho tem tratado o trabalho, e pela essência do funcionamento da economia de forma geral. Dessa forma, ficamos doentes e somos desviados de nossos objetivos de carreira, chegando muitas vezes a perder o foco em função, por exemplo, da ansiedade decorrente de alto nível de estresse. Já não é de hoje que muitos pesquisadores apontam o estresse como a doença do Século XXI.



Cabe ressaltar que o estresse muitas vezes é considerado um estado indesejável, mas a definição geral do termo diz respeito à reação esperada das pessoas às exigências feitas a elas. Esse estado psicológico em certo nível permite regular a motivação, o crescimento, o desenvolvimento e a mudança. O dano à saúde vai depender do nível e freqüência de estresse que a pessoa apresenta como resposta às demandas da vida.



Os efeitos físicos do estresse muitas vezes não são percebidos. A não percepção e assunção de que estamos sob estresse é que é o perigo. Altos níveis de estresse estão vinculados a um maior número de acidentes (Matteson & Ivancevick, 1982), pressão alta, problemas cardíacos, alta do colesterol, lesões, irritabilidade, depressão, descontrole emocional, ansiedade, aumento ou diminuição de peso, entre outros sintomas. Quando os sintomas aparecem devem ser tratados como sinais: a pessoa deve procurar ajuda para verificar o nível de consequência no corpo (exemplos: úlcera, problemas cardíacos, entre inúmeras doenças físicas). O ideal é procurar um médico, inicialmente, clínico geral e buscar um psicólogo que o ajude a reorganizar a forma como vive a vida, revendo fatores estressores, prioridades, expectativas, estilo de vida e resistências à diminuição dos fatores estressores.



Lutar contra o estresse requer coragem e determinação. Quantos clientes meus ouvi dizer que não têm como mudar a vida, ganhar menos, viver sem isso ou aquilo (referindo-se a bens materiais), que a empresa o obriga a trabalhar finais de semana e viajar constantemente (o que geralmente é fato – as empresas cobram seus funcionários até o limite sem muitas vezes prevenirem o absenteísmo), que o trabalho traz prazer (como se o ambiente de trabalho – o que inclui pessoas que nele convivem – fosse a vida da pessoa), entre outras racionalizações que têm por objetivo justificar que trabalhar é necessário e tem que estar acima de tudo, de todos e até da sua própria saúde. Imaginem que recentemente ouvi de uma pessoa, quando a parabenizei pelo novo cargo de diretor que havia assumido, que havia estado recentemente em um hospital com suspeita de enfarto tratando do fato com se fosse algo comum, desvinculado do seu estilo de vida. Chegou a me surpreender.



Chega a ser chocante a forma com que muitos têm concluído sobre seus sintomas de estresse, reagindo de forma anestesiada ao que lhes acontece. Conseqüentemente, além de ficarem doentes, distanciam-se de sua carreira, separam-se ou distanciam-se da família, amigos e experimentam alto nível de insatisfação. Às vezes, em um momento de lucidez dizem: "perdi o controle sobre a minha vida". Momento de lucidez que não passa de um momento.



Sucesso na carreira sem saúde é sucesso?





18 de abril de 2011

Carreira e motivação: alimentando o sentimento de realização.

Muitos de nós temos vivido para cumprir as tarefas do dia a dia. Muitas vezes não nos sentimos motivados. Não fosse a necessidade de sobrevivência talvez não cumpríssemos parte dessas tarefas diárias. Chegamos muitas vezes a nos sentir como se estivéssemos sem energia, sem vontade e cansados. Como reverter esse quadro?

Inicialmente entendendo o que vem a ser motivação. O entendimento pode nos ajudar a enxergar o quadro descrito no inicio deste texto como resultado da falta do conhecimento do que nos motiva e, portanto de como satisfazer o que nos é essencial ao sentimento de satisfação e bem-estar (e porque não ao sentimento de felicidade).

Muitos de nós achamos que motivação é um traço de personalidade que alguns têm outros não, ou é algo que é dado pelos outros como se dependesse totalmente da outra pessoa ou do ambiente em que estamos.

O conhecimento produzido sobre o assunto data da década de 1950 e permite afirmar que isso não é verdade. O que se sabe é que a motivação é uma força que se encontra no interior da pessoa. Pode ser definida como a vontade ou pré-disposição em exercer um esforço contínuo para atingir objetivos, influenciada pela capacidade desse esforço satisfazer determinadas necessidades individuais (Coda, 2000). Robbins (2005) define como um processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar objetivos que lhes satisfaçam. Sua existência depende da interação da pessoa com a situação já que essa pode ou não proporcionar condições para que a motivação se mantenha em fluxo proporcionando satisfação e bem-estar.

Partindo desse referencial teórico a questão que se coloca é: como deixar claro os motivos que nos mantém motivados? Como saber no que devemos nos dedicar, dar atenção e trabalhar para que busquemos ambientes que mantenham nossa motivação “acesa”. Nós somos como plantas. Não precisamos de motivação para crescer. Essa nos é dada pela própria natureza humana. O que precisamos é criar situações na vida para que a motivação floresça fazendo com que a planta – no caso nós – cresça. Temos que descobrir quanta água temos que beber, que tipo de terra temos que nos cercar, quanto de sol temos que tomar e quanto de alimento temos que engolir porque, como as plantas, nós crescemos, florescemos e damos frutos. Como à planta a nós é dada a condição de crescer, ou seja, a motivação para buscar luz, comida, água e ar. Temos que descobrir as condições para mantermos nosso crescimento e saúde florescendo como resultado da motivação, e teremos por conseqüências a saúde física psíquica e emocional, a realização pessoal e a profissional.

Como escrevi anteriormente neste blog carreira é o caminho que escolhemos para cumprir com nossa missão social. Para uns pode ser “mudar o mundo” no sentido de estar constantemente repensando a vida; para outros pode ser viabilizar a missão de organizações por meio do conhecimento técnico; para outros garantindo o bem estar das pessoas que o cercam; enfim cada um tem que descobrir sua missão pessoal pois é ela que vai manter sua motivação “acesa”. Essa deve orientar sua carreira (seu caminho) em todas as suas perspectivas: social, espiritual, profissional, familiar, intelectual, íntima, emocional, financeira, lazer e física. Se não sabemos nossa missão caminhamos a esmo, sem sentido, sem perspectiva, sem motivação e sem razão para viver.

Podemos reverter o sentimento de falta de motivação respondendo: Qual a sua missão? Que diferença você quer fazer na vida? Você tem alguma idéia de qual é o seu propósito na vida (família, trabalho, lazer, amigos)? Porque você acorda todos os dias? A resposta tem que fazer sentido para você, tem que “mexer” com você, tem que “tocar seu coração”. Tem que abranger as perspectivas psíquica, espiritual, física e social. Se você conseguir achar as respostas, e ter coragem para assumir sua missão, você será uma pessoa motivada a maior parte da sua vida, estará alimentando seu sentimento de realização e satisfação, e estará se dando a oportunidade do viver.

11 de abril de 2011

Coaching para a carreira

Como escrevi anteriormente neste blog carreira pode ser entendida como a expressão da nossa contribuição para com o mundo. Dessa forma é conseqüência das experiências e vivências que temos e que nos fazem ser, agir e transformar a realidade. É nossa essência humana em ação. É a possibilidade de construirmos e criarmos. De desenvolvermos redes de relacionamento que nos ajudem a fazer essa construção. Precisa ser vivida para o que depende de nossas atitudes e ações com vistas a sua realização. O coaching é um método de desenvolvimento de competências que contribui para com a realização da carreira. A seguir estarei comentando o método.

Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional com foco em competências que podem vir a intensificar a realização do coachee com ganhos de satisfação e bem-estar pessoais. Dessa forma pode ser aplicado a comportamentos “gerais” tais como gerir o próprio dinheiro, ser sociável, ter amigos, ter paciência com filhos, determinação, resiliência, fazer atividade física, entre muitos outros bem como a comportamentos profissionais tais como foco em resultados, disciplina, liderança, abertura a mudanças, vontade de aprender, ser organizado, ser político, entre outros. Como resultado do processo o coachee – aquele que participa de coaching – torna-se mais eficiente, satisfeito e feliz. Além disso, os coachees que fizeram o processo comigo ganharam confiança em si próprios, diminuíram a ansiedade, aumentaram o controle sobre suas emoções e comportamentos, e tiveram melhora da auto-estima e qualidade de vida.

Nesse processo são estabelecidos, na forma de contrato de trabalho formal, os objetivos de aprendizagem, período de tempo, metas e medidas que possam vir a demonstrar a mudança do comportamento identificado e desejado. Quando o processo é contratado por pessoa física, conhecido como coaching pessoal, os objetivos são definidos pelo coachee com suporte do coach (aquele que aplica o coaching), e busca atender às necessidades desse quer do ponto de vista profissional quer pessoal. Quando contratado por pessoa jurídica, conhecido como coaching executivo, contempla, necessariamente, objetivos e resultados do individuo e do negócio, portanto da organização da qual o coachee faz parte. Nesse caso o objetivo de desenvolvimento é compartilhado entre a empresa e o profissional.

O método que sigo que resumo a seguir tem por base a metodologia do ICI (Integrated Coaching Institute). Compreende 05 etapas conhecidas como C.A.M.P.O. Para o coaching executivo, na etapa “C” inclui-se o levantamento de informações conhecido como C.L.I.E.R.:

1. Acordo de trabalho com esclarecimentos sobre o processo, responsabilidades, tempo e confidencialidade.
2. Preenchimento e análise das respostas de um questionário padrão.
3. Investigação da competência a ser desenvolvida, por meio de coleta de dados, entendimento do problema, levantamento de informações, análise de perfil, identificação de valores, entre outros métodos. Esta etapa amplia a percepção do coachee quanta aos objetivos do processo de coaching.
4. Estabelecimento de meta estratégica e definição da meta de competência a ser atingida.
5. Elaboração de plano de ação para o desenvolvimento da competência definida promovendo seu aprendizado de maneira eficaz e eficiente.
6. Identificação de obstáculos ao plano de ação e elaboração de planos para ultrapassá-los. Algumas técnicas podem ser utilizadas nesta etapa, tais como: coaching racional, escada da inferência, coeficiente de adversidade, entre outras.
7. Execução do plano e tratamento de obstáculos – processo contínuo – buscando assimilação e aprendizado da meta de competência.
8. Avaliação do trabalho com base em indicadores estabelecidos previamente com vistas a avaliar a mudança de comportamento.

Identificar a carreira e assumir a responsabilidade por sê-la, embora a princípio possa parecer uma tarefa difícil e complexa para a maioria de nós, é possível. Existem métodos de identificação de carreira e de desenvolvimento de comportamentos necessários à sua realização como, por exemplo, o que escrevi. Tornar-se uma pessoa realizada depende do querer e do se autorizar a ser feliz. Pense nisto. Faça seu comentário, escreva sua experiência, coloque

25 de setembro de 2010

Carreira em boicote!

Você já notou que temos a tendência em transformar vontades em exigências ou obrigações? E que com isso criamos expectativas? Por exemplo: “Eu gostaria de ser uma pessoa bem sucedida” muda para “Eu tenho que conseguir ter sucesso profissional”; “Seria bom que eu tivesse o que eu quero” muda para “Tenho que ter o que quero”. O que acontece? Quando as expectativas não se concretizam - e geralmente não se concretizam porque são exigências surge a frustração muitas vezes acompanhadas de sentimentos de depressão, desanimo, impaciência entre outros. Conseqüência disso pensamos: “Minha vida é uma droga”. “Eu não sirvo para nada”.


Imposições dogmáticas e absolutas criam o pessimismo, a intolerância e, a insatisfação consigo mesmo e com os outros chamadas por Albert Ellis de convicções irracionais.

Como transformar convicções ou crenças irracionais em preferências ou novas filosofias? Desafiando a base da crença. Assim, se pergunte: porque pode ser tão ruim se eu não tiver sucesso profissional? Veja, não que você não possa ter em algum momento, por algum tempo. Mas acreditar que a vida profissional é sucesso, e que quando isso não ocorre se lamentar, é irracional. Nada pode ser 100% ruim. O sucesso profissional depende de você, do mercado e da empresa. Se ele não acontecer porque você deveria se culpar ou responsabilizar pela totalidade? Porque você deveria ficar “mal”, deprimido, achando-se “um lixo” quando em algum momento da sua vida o sucesso não ocorreu? Você com certeza já teve momentos de sucesso. Mas quando usamos a crença irracional momentos de não sucesso transformam-se na totalidade e todo o resto fica como que esquecido.

Podemos ser felizes, ou simplesmente nos sentirmos bem se evitarmos carregar fardos de expectativas e crenças que não serão atendidas. Não serão porque são crenças, e crenças são pensamentos rígidos, não permitem perceber que sempre conseguimos dar passos, e que esses têm seu tamanho e importância.

Alem dos estados de frustração, usar convicções ou crenças irracionais produzem sentimentos de impotência, insatisfação e baixa estima. Isso porque ao ficarmos deprimidos ou nos sentindo um “lixo” por não termos conseguido ter sucesso nos cobramos sair desse estado. Veja o que acontece: fico triste porque não consegui ter o sucesso que tinha por expectativa e me achando incapaz porque fiquei deprimido e não conseguido deixar de ficar.

O que escrevi demonstra que optamos por reagir às adversidades insistindo que elas não deveriam acontecer. Que tal experimentar reconhecer a crença e não usa-las para responder às adversidades?

“O ser humano nasce com a inclinação de ser feliz e de se aborrecer e se atormentar” (Albert Ellis). A decisão é sua quanto ao ser feliz ou se aborrecer e se atormentar. Assuma a responsabilidade pela condução do seu pensamento.

7 de junho de 2010

Afinal, o que fazer da minha carreira?

Recentemente uma cliente demonstrou preocupação e certa ansiedade porque se imaginou mudando de carreira. Foi quando apresentei minha concepção sobre o assunto. Disse a ela que a carreira pode ser vista como a expressão da nossa contribuição para com o mundo. Dessa forma é conseqüência das experiências e vivências que temos e que nos fazem ser, agir e transformar a realidade. Nos pertence. Os ambientes de trabalho são o espaço para sua expressão e realização. Vista desta maneira a carreira é a expressão de nossas motivações e aspirações humanas por meio do trabalho ou de outras expressões sociais. Não é de uma profissão ou de uma empresa ou de qualquer instituição social.


Tenho acompanhado o desespero de muitas pessoas que saem das empresas aonde trabalham, ou que não sabem o que fazer na vida, ou que escolhem uma profissão e depois concluem ter feito a escolha errada. Procuro comentar que a perda do emprego ou do trabalho pode ser ruim, mas a carreira é de propriedade da pessoa. O mesmo quanto à profissão que escolheu. Essa não foi uma escolha necessariamente errada. Nesse caso a escolha por uma profissão entendida como “errada” pode ter sido um veículo para a construção da carreira, uma etapa necessária ao desenvolvimento pessoal.

Vista dessa forma, carreira é algo muito mais amplo e abrangente do que um curso, uma profissão, uma empresa. É nossa essência humana em ação. É a possibilidade de construirmos e criarmos. De desenvolvermos redes de relacionamento que nos ajudem a fazer essa construção.

Daí que eu reforço a nossa responsabilidade em sabermos qual a nossa carreira. Para o que vivemos, o que queremos, no que somos “bons” (o que podemos agregar à sociedade – nossa vocação e dom), o que nos traz satisfação. Se soubermos responder a essas questões, poderemos agir com responsabilidade, pois “faremos bem feito”, com “gosto”, satisfação e cuidado.

Essa forma de enxergar e experimentar a experiência do viver a carreira tem fundamento no conceito de carreira proteana (palavra originaria de Proteu, servo de Netuno, que tinha o dom da transformação) – carreiras sem fronteiras.

Viver a carreira como o resultado de um conjunto complexo de atitudes, perante a vida, com responsabilidade, contribuindo por um mundo humano pode nos tornar mais livres e saudáveis. Pense nisso.

Participantes

Quem sou eu

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Certificada pelo International Coaching Institute (ICI) – 2009 - # 449. Formada em Psicologia (UNIP,1979) e mestre em administração de empresas (EASP/FGV, 2000). Atua como psicóloga nas áreas clinica e organizacional desde 1979, e como coach desde 2006. Professora em cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia, Gestão do Conhecimento e Comportamento Organizacional desde 1999. Fluente em inglês. Para contato envie e.mail para sandrabmr@gmail.com @coachonyou (seu twitte de dicas) www.coachingforyou.com.br