Sejam bem vindos!

Ola. Bem vindos ao espaço de reflexão sobre nossas carreiras. Comecem a pensar nas suas vidas como uma estrada a ser percorrida com satisfação. Juntos faremos das nossas vidas uma estrada da qual nos orgulharemos. Obrigada pela oportunidade da troca e do crescimento

8 de setembro de 2013

Os desafios da vida

A vida é feita de desafios constantes, diários e ininterruptos. Todos sabemos disso, embora nem sempre gostemos de enfrentar nossos desafios (ou seja, a nós mesmos). O meu trabalho tem sido favorecer o desenvolvimento das pessoas, o que nem sempre é fácil, porque geralmente as pessoas têm dificuldade de mudar. Mesmo quando a mudança é imprescindível (por exemplo, manter uma posição/cargo), relevante (por exemplo, para realizar um sonho pessoal ou de carreira) ou necessária (questão de saúde para resolver, por exemplo, crises de ansiedade ou depressão), é difícil. Nós humanos preferimos ficar onde estamos mesmo que onde estejamos não seja tão bom. Mas viver os desafios é inevitável. Se você não vive agora, vai vivê-los em algum momento. Não tem como evitar. A vida não dá trégua. O que podemos (e muitos de nós fazemos) é protelar. Mesmo que nos custe caro. Mas a vida cobra de algum jeito e esse jeito muitas vezes é a nossa própria consciência do que estamos perdendo da experiência do viver, e repetindo nossas tristezas e insatisfações. Tenho tido a oportunidade de trabalhar com pessoas que se propuseram a enfrentar suas resistências e a procurar forças para a mudança com o objetivo de alcançar seus sonhos e aspirações, pois descobriram que podem ser melhores do que são hoje. Além disso, descobriram que podem se deliciar com cada conquista, vivendo melhor, sendo mais satisfeitas e aproveitando o gosto da vitória sobre si mesmas, muitas vezes melhorando a vida de muitas outras pessoas. A todos os meus clientes e coachees parabéns pela coragem, e obrigada pela oportunidade de participar de suas vidas, comemorando as mudanças conseguidas e as vitórias vividas.

Liderança: querendo que o outro dê certo.

Existem vários conceitos, teorias e pesquisas sobre liderança. Esse assunto vem sendo estudado a mais de um século. Neste post quero abordar liderança tendo por alicerce o exercício da ética. Assim, liderar é querer que o outro dê certo, que tenha tanto ou mais sucesso que você, e que para ele conseguir fazer o que precisa ser feito você precisa dar apoio e ser ético. Você poderia nesse momento me perguntar: mas porque eu quereria que o outro desse certo. Porque os estudos mais recentes sobre liderança têm demostrado que ser ético (no sentido de agir para e querer o bem do outro, do grupo e da sociedade) desenvolve o sentimento de confiança e esse é fundamental para que o outro dê o melhor de si, faça o melhor que pode fazer e sinta-se respeitado e valorizado. Considerando-se que o conhecimento das pessoas é fundamental para a produtividade, o líder que desperta e cultiva a confiança por meio do exercício da ética tem acesso ao conhecimento das pessoas que com ele trabalha, favorecendo ambientes de compartilhamento e colaboração, fundamentais para o trabalho em grupos e equipes. Considerando esse tema, convido os leitores a pensar que essa atitude (ser líder querendo que o outro dê certo) pode ter efeitos semelhantes nos ambientes familiares e de amizade.

Ser pai ou mãe: uma papel que devemos desempenhar

O titulo deste post não traz nenhuma novidade. Todos que somos pais ou mães sabemos que temos que desempenhar um papel. Mas será que sabemos que temos, e que esse papel tem que ser exercido de forma intencional algumas vezes? Acho que não. A maior parte das pessoas que conheço age como pais e mães como parte da vida - vão vivendo, "engolidos" pelo dia a dia. Além disso, não tomam a responsabilidade da formação de suas crianças de forma pensada, ou seja, dedicando todos os dias um tempo especifico (definido/determinado) para exercer esse papel. Ser pai ou mãe é desempenhar efetivamente um papel de mediador na formação das crianças. Imagine que você seja um professor e que vai dar uma aula. Assim como o professor, você precisa parar o que está fazendo e dar atenção à criança. E também deve parar e dar atenção quando a criança pede esse momento. Faça isso (parar e dar atenção de forma programada - no seu tempo; e parar e dar atenção quando solicitado) pelo menos uma vez por dia. Com certeza você estará desempenhando seu papel e contribuindo para com o desenvolvimento psicossocial de seus filhos. Dizer que não tem tempo é não exercer seu papel e faltar com sua responsabilidade para com o desenvolvimento de seus filhos. Fazendo isso, você vai ajudar seus filhos a serem mais saudáveis e, provavelmente, mais felizes, pois se sentirão protegidos, acolhidos e cuidados, o que certamente os ajudará a estabelecer relações saudáveis com o mundo. Ter filhos requer dedicação, atenção, disponibilidade e responsabilidade. A saúde das crianças depende da "ajuda" que efetivamente tiverem, dos pais em especial, para se desenvolverem, conhecerem o mundo, construírem relações e estabelecerem vínculos. Muitas vezes uma criança inquieta, "hiperativa", irritadiça, "chorona" e “rebelde" está se comportando assim porque está demonstrando que falta seus pais terem momentos efetivamente dedicados somente a elas. Pense nisso e faça sua parte.

Da tristeza e do bem estar

Somos cobrados diariamente para mostrarmos sucesso, demonstrações de alegria e “alto-astral”, disposição constante, corpo escultural, pro-atividade, entre outros estados “maravilhosos” de saúde e alegria duradouros. Como se isso fosse natural! Essa cultura do êxito e “alegria” nos é transmitida desde crianças, quando somos educados a sermos triunfantes, bem sucedidos, animados e até eufóricos. Não há lugar para o fracasso, a tristeza, a dúvida ou a problematização. Portanto, não aprendemos a lidar com a perda, o luto, a frustração e a tristeza. O que interessa é o momento imediato, a experiência espetacular. O estar sempre bem. E se não conseguimos, temos à disposição poderosas soluções para a falibilidade humana produzidas por grandes laboratórios farmacêuticos que prometem (e cumprem) saídas mágicas para estados de tristeza, estresse, angústia e cansaço resultantes desse estado de cobrança de uma sociedade que nos exige resultados “positivos” 24h por dia, 7 dias por semana; bem como para estados provocados por perdas e lutos reais pelos quais passamos em maior ou menor grau todos os dias (desde o não atendimento a desejos e necessidades diárias até a perda de pessoas queridas). Também temos à disposição drogas ilícitas, comercializadas pelo narcotráfico. Ou seja, um arsenal para evitar sentimentos tidos como ruins. E assim vivemos na contramão do que é ser humano. Como resultado, vivemos ansiosos, insatisfeitos, com baixa autoestima e inseguros. Fazem parte da natureza humana sentimentos de perda, luto, frustração e tristeza pela impossibilidade de realização de nossos desejos e atendimento às nossas necessidades, bem como sentimentos de dor pela falta. Precisamos sentir a tristeza, a dor, o vazio, a frustração. Precisamos chorar. Esses sentimentos são humanos e precisam ser vivenciados. A falta da permissão em senti-los pode contribuir para o surgimento de sintomas depressivos e estados de melancolia, quando não levam à depressão ou outras doenças. Como você pode não estar mais acostumado a se autorizar a ter essas experiências, comece reconhecendo que são importantes por ser da nossa natureza. Não se ache um ser estranho se elas vierem à tona, muito menos julgue-se um desajustado ou “problemático”. Aos poucos volte a conviver com elas e, portanto, com você mesmo. Brigue menos contra sua natureza e evite criticar-se quando das vivências desses sentimentos. Aos poucos você vai notar que, da experiência vivida (e não negada), resulta um bem-estar, uma tranquilidade e, por que não, uma ampliação das possibilidades de suas experiências de vida.

Ansiedade

Tem sido comum as pessoas chegarem para mim comentando que estão ansiosas. Dizem: "Não quero ser ansiosa". Provavelmente estão se referindo à ansiedade em excesso. Aquele sentimento ruim, que faz mal, da taquicardia, agitação, etc. Deixar de ficar ansioso não é possível. Eu já havia comentado sobre este assunto em janeiro deste ano em http://www.coachingforyou.com.br/category/blog/estresse/ Mas gostaria de comentar a força que o conteúdo do pensamento tem sobre o estado de ansiedade. Note que muitas vezes as situações nas nossas vidas nem aconteceram e já estamos angustiados pelo que pode vir a ocorrer. Quando mentalmente antecipamos situações construindo pensamentos antecipatórios favorecemos o estado de ansiedade acima do razoável para o viver bem e motivado. Assim precisamos gerenciar o conteúdo do nosso pensamento! Procure controlar o que pensa buscando manter-se no presente e ocupando o pensamento com o que acontece no presente. Uma forma que pode ser mais fácil é prestar atenção no corpo e na respiração. Achar que pensando no que pode acontecer vai evitar o acontecimento ou vai aumentar o controle sobre o que pode acontecer é uma armadilha. Cuidado. Evite! Fazer isso só vai te enfraquecer e resultar em maior grau de ansiedade. Fique no presente, preste atenção no que esta acontecendo. Perceba sua respiração.

Conflitos

Os conflitos nascem como resultado da tentativa que fazemos, quando criança, de sermos o que achamos que temos que ser para sermos aceitos e amados por nossos familiares, em especial pai e mãe. Mas isso não significa que deixamos de ser o que somos. Aparentemente demonstramos o que achamos que os outros querem, abafando o que somos (vejam meus dois últimos posts em bem-estar) e passamos a acreditar que somos aquilo que nos tornamos na busca pela aceitação. Mas como abafamos o que somos, vivemos em conflito, e muitas vezes angustiados e insatisfeitos. A Psicanálise da grande peso à necessidade de amor e aceitação que precisamos de pai e a mãe, e coloca a origem do conflito na adaptação que fazemos inconscientemente para termos esse amor. Assim: "vou ser como eles querem para que gostem de mim e não briguem comigo". Minha pratica tem demonstrado que não só pai e mãe têm esse peso na formação da identidade da criança. Avós, cuidadores (empregados/babás) e amigos de infância também. Ocorre que ficamos nessa busca interminável pelo amor dos adultos, encontrando dificuldade em largar comportamentos que desenvolvemos de forma defensiva quando criança e, assim, repetimos o que construímos na infância como forma de defesa dos nossos sentimentos na busca pela aceitação dos adultos que nos cercam. Isso quer dizer que a neurose do adulto esta diretamente relacionada com os caminhos que a criança encontrou para se defender da dor causada pelo conflito em que se coloca e é colocada em seu ambiente de infância, e a perda da ilusão de que não será amada como achava que seria por conta da dependência que teve. Dessa forma a neurose se caracteriza pela repetição das respostas infantis que se tornam "cristalizadas" na mente o que nos leva sentir com freqüência como nos sentíamos quando criança, e a vivermos em constante conflito entre o que somos e o que nos tornamos. O processo terapêutico nos ajuda a resgatar o que somos, e favorece a "paz de espírito" (tranqüilidade, auto-aceitaçao) e o sentimento de auto-estima (gostar do que se é). Podemos sim viver bem o que necessariamente passa pelo reencontro com agente mesmo. E quando finalmente a pessoa reconhece e vive o processo de construção de sua identidade e adquire a capacidade de auto-análise com conseqüente reconstrução diária, pode-se dizer que esta bem pois resgatou o acesso ao seu eu, sendo esse "acesso" interminável e fascinante. É quando finalmente descobrimos que viver é uma conquista diária "gostosa" de se experimentar.

1 de setembro de 2013

Ouvir: construa condiçoes favoráveis

No meu ultimo post de titulo Auto-conhecimento comentei que precisamos resgatar o que somos. Isso porque o que somos é o que teríamos sido em condições mais favoráveis. Mas o que seriam essas condições mais favoráveis? Vou dar um exemplo. Para isso vou usar um texto de um livro que mencionarei no final do texto. "Um senhora esta andando num shopping center com seu filho. De repente esse vê uma bicicleta e exclama: "Ah! como eu gostaria de ter uma bicicleta!'A mãe, ao invés de ouvir as palavras do filho, replica asperamente: 'Você é realmente ingrato. Acabamos de dar-lhe uma bicicleta nova no Natal e agora você já quer outra. Não agüento mais suas vontades. Por um bom tempo você não vai ganhar mais nada'. O que a criança aprendeu com essa experiência? Aprendeu que nunca deve contar à mãe as suas idéias e desejos a respeito de nada, pois isso só lhe trará punições. Se esta cena se repetir um número suficiente de vezes, a mãe acabará perdendo a oportunidade de receber um feedback do filho" e saber o que ele pensa e sente a respeito das coisas. "O que deveria ter feito a mãe numa situação como esta? Talvez pudesse ter dito: 'Aposto que você gostaria de ganhar uma bicicleta nova toda vez que quisesse'. Sem duvida o filho concordaria. Então a mãe poderia continuar com uma pergunta mais ou menos nesses termos:'Porque é que você acha que você não poderia ganhar essa bicicleta nova?' Talvez a criança respondesse:'Porque já tenho uma' ou 'Porque acabei de ganhar uma'. Talvez a mãe pudesse continuar a conversa dizendo: 'Depois que você usar essa e não for mais do seu tamanho você provavelmente ganhará outra'". Esse exemplo ilustra o que deveríamos fazer na criação de nossos filhos e no dia a dia com as pessoas: ouvir, aceitar o que o outro diz, reconhecer que o que o outro diz é importante, e expressar nossa opinião concordando ou não com o que o outro disse. No exemplo acima e no post auto-conhecimento eu me referi principalmente à nossa criação que geralmente é permeada pelo poder dos pais em reprimir o que a criança pensa e acha sobre as coisas, levando a criança a adotar comportamentos adaptativos para garantir o apoio e cuidados dos pais (dos quais dependem) negando a si mesmas. Como resultado, na fase adulta ficamos inseguros, com baixa auto-estima, e estranhos a nós mesmos. O processo de auto-conhecimento (via por exemplo psicoterapia) nos ajuda a reencontrarmos nossa identidade e recuperamos nossa essência e reencontrarmos o prazer de viver a vida. Requer coragem e determinação e, principalmente, a certeza de que podemos sim viver melhor. (o livro é Psicologia para Administradores de Hersey e Blanchard, Ed. EPU, p. 298-299).

Participantes

Quem sou eu

Minha foto
Certificada pelo International Coaching Institute (ICI) – 2009 - # 449. Formada em Psicologia (UNIP,1979) e mestre em administração de empresas (EASP/FGV, 2000). Atua como psicóloga nas áreas clinica e organizacional desde 1979, e como coach desde 2006. Professora em cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia, Gestão do Conhecimento e Comportamento Organizacional desde 1999. Fluente em inglês. Para contato envie e.mail para sandrabmr@gmail.com @coachonyou (seu twitte de dicas) www.coachingforyou.com.br