Sejam bem vindos!

Ola. Bem vindos ao espaço de reflexão sobre nossas carreiras. Comecem a pensar nas suas vidas como uma estrada a ser percorrida com satisfação. Juntos faremos das nossas vidas uma estrada da qual nos orgulharemos. Obrigada pela oportunidade da troca e do crescimento

8 de setembro de 2013

Ansiedade

Tem sido comum as pessoas chegarem para mim comentando que estão ansiosas. Dizem: "Não quero ser ansiosa". Provavelmente estão se referindo à ansiedade em excesso. Aquele sentimento ruim, que faz mal, da taquicardia, agitação, etc. Deixar de ficar ansioso não é possível. Eu já havia comentado sobre este assunto em janeiro deste ano em http://www.coachingforyou.com.br/category/blog/estresse/ Mas gostaria de comentar a força que o conteúdo do pensamento tem sobre o estado de ansiedade. Note que muitas vezes as situações nas nossas vidas nem aconteceram e já estamos angustiados pelo que pode vir a ocorrer. Quando mentalmente antecipamos situações construindo pensamentos antecipatórios favorecemos o estado de ansiedade acima do razoável para o viver bem e motivado. Assim precisamos gerenciar o conteúdo do nosso pensamento! Procure controlar o que pensa buscando manter-se no presente e ocupando o pensamento com o que acontece no presente. Uma forma que pode ser mais fácil é prestar atenção no corpo e na respiração. Achar que pensando no que pode acontecer vai evitar o acontecimento ou vai aumentar o controle sobre o que pode acontecer é uma armadilha. Cuidado. Evite! Fazer isso só vai te enfraquecer e resultar em maior grau de ansiedade. Fique no presente, preste atenção no que esta acontecendo. Perceba sua respiração.

Conflitos

Os conflitos nascem como resultado da tentativa que fazemos, quando criança, de sermos o que achamos que temos que ser para sermos aceitos e amados por nossos familiares, em especial pai e mãe. Mas isso não significa que deixamos de ser o que somos. Aparentemente demonstramos o que achamos que os outros querem, abafando o que somos (vejam meus dois últimos posts em bem-estar) e passamos a acreditar que somos aquilo que nos tornamos na busca pela aceitação. Mas como abafamos o que somos, vivemos em conflito, e muitas vezes angustiados e insatisfeitos. A Psicanálise da grande peso à necessidade de amor e aceitação que precisamos de pai e a mãe, e coloca a origem do conflito na adaptação que fazemos inconscientemente para termos esse amor. Assim: "vou ser como eles querem para que gostem de mim e não briguem comigo". Minha pratica tem demonstrado que não só pai e mãe têm esse peso na formação da identidade da criança. Avós, cuidadores (empregados/babás) e amigos de infância também. Ocorre que ficamos nessa busca interminável pelo amor dos adultos, encontrando dificuldade em largar comportamentos que desenvolvemos de forma defensiva quando criança e, assim, repetimos o que construímos na infância como forma de defesa dos nossos sentimentos na busca pela aceitação dos adultos que nos cercam. Isso quer dizer que a neurose do adulto esta diretamente relacionada com os caminhos que a criança encontrou para se defender da dor causada pelo conflito em que se coloca e é colocada em seu ambiente de infância, e a perda da ilusão de que não será amada como achava que seria por conta da dependência que teve. Dessa forma a neurose se caracteriza pela repetição das respostas infantis que se tornam "cristalizadas" na mente o que nos leva sentir com freqüência como nos sentíamos quando criança, e a vivermos em constante conflito entre o que somos e o que nos tornamos. O processo terapêutico nos ajuda a resgatar o que somos, e favorece a "paz de espírito" (tranqüilidade, auto-aceitaçao) e o sentimento de auto-estima (gostar do que se é). Podemos sim viver bem o que necessariamente passa pelo reencontro com agente mesmo. E quando finalmente a pessoa reconhece e vive o processo de construção de sua identidade e adquire a capacidade de auto-análise com conseqüente reconstrução diária, pode-se dizer que esta bem pois resgatou o acesso ao seu eu, sendo esse "acesso" interminável e fascinante. É quando finalmente descobrimos que viver é uma conquista diária "gostosa" de se experimentar.

1 de setembro de 2013

Ouvir: construa condiçoes favoráveis

No meu ultimo post de titulo Auto-conhecimento comentei que precisamos resgatar o que somos. Isso porque o que somos é o que teríamos sido em condições mais favoráveis. Mas o que seriam essas condições mais favoráveis? Vou dar um exemplo. Para isso vou usar um texto de um livro que mencionarei no final do texto. "Um senhora esta andando num shopping center com seu filho. De repente esse vê uma bicicleta e exclama: "Ah! como eu gostaria de ter uma bicicleta!'A mãe, ao invés de ouvir as palavras do filho, replica asperamente: 'Você é realmente ingrato. Acabamos de dar-lhe uma bicicleta nova no Natal e agora você já quer outra. Não agüento mais suas vontades. Por um bom tempo você não vai ganhar mais nada'. O que a criança aprendeu com essa experiência? Aprendeu que nunca deve contar à mãe as suas idéias e desejos a respeito de nada, pois isso só lhe trará punições. Se esta cena se repetir um número suficiente de vezes, a mãe acabará perdendo a oportunidade de receber um feedback do filho" e saber o que ele pensa e sente a respeito das coisas. "O que deveria ter feito a mãe numa situação como esta? Talvez pudesse ter dito: 'Aposto que você gostaria de ganhar uma bicicleta nova toda vez que quisesse'. Sem duvida o filho concordaria. Então a mãe poderia continuar com uma pergunta mais ou menos nesses termos:'Porque é que você acha que você não poderia ganhar essa bicicleta nova?' Talvez a criança respondesse:'Porque já tenho uma' ou 'Porque acabei de ganhar uma'. Talvez a mãe pudesse continuar a conversa dizendo: 'Depois que você usar essa e não for mais do seu tamanho você provavelmente ganhará outra'". Esse exemplo ilustra o que deveríamos fazer na criação de nossos filhos e no dia a dia com as pessoas: ouvir, aceitar o que o outro diz, reconhecer que o que o outro diz é importante, e expressar nossa opinião concordando ou não com o que o outro disse. No exemplo acima e no post auto-conhecimento eu me referi principalmente à nossa criação que geralmente é permeada pelo poder dos pais em reprimir o que a criança pensa e acha sobre as coisas, levando a criança a adotar comportamentos adaptativos para garantir o apoio e cuidados dos pais (dos quais dependem) negando a si mesmas. Como resultado, na fase adulta ficamos inseguros, com baixa auto-estima, e estranhos a nós mesmos. O processo de auto-conhecimento (via por exemplo psicoterapia) nos ajuda a reencontrarmos nossa identidade e recuperamos nossa essência e reencontrarmos o prazer de viver a vida. Requer coragem e determinação e, principalmente, a certeza de que podemos sim viver melhor. (o livro é Psicologia para Administradores de Hersey e Blanchard, Ed. EPU, p. 298-299).

Auto-conhecimento

O auto-conhecimento nos ajuda a viver melhor. Isso pode ser conseguido por meio da psicoterapia. O processo terapêutico nos ajuda a sermos nós mesmos porque nos leva a nos conhecermos mais, a abandonarmos o passado e nossos fantasmas, e a nos aceitarmos mais como somos. Isso mesmo: aceitarmos como somos, e nao como temos sido. Ou seja, muitos de nós nao gostamos de como temos sido, dos conflitos que experimentamos e das duvidas que temos. Dai o processo terpeutico nos levar ao encontro do que somos. Parafraseando Freud: o homem precisa tornar-se outro, embora continue ele mesmo - outro porque o processo terapêutico o leva a aproximar-se do que teria sido em condições mais favoráveis. Podemos sim viver melhor e gostarmos de quem somos aproveitando a vida. Ao fazer psicoterapia podemos aumentar nossa auto-estima, minimizar ou lidar melhor com nossos conflitos, evitar doenças psicossomáticas e aumentar momentos de felicidade e bem-estar. Fazer psicoterapia é um caminho. Existem outros. Mas a base deve ser o auto-conhecimento, fundamental para vivermos a vida na sua plenitude, possibilidades e nuances.

25 de agosto de 2013

Competência: uma construção continua.

Competência pode ser entendida como expressão continua da realização da carreira de uma pessoa. Seremos tão mais competentes quanto as oportunidades que escolhermos nos favorecerem um estado motivacional continuo. Para isso temos que conhecer nossa carreira - razão pela qual levantamos todos os dias e enfrentamos os mais diferentes desafios porque temos a certeza de que temos algo a contribuir para com o trabalho que realizamos. Todo ser humano que fazer a diferença e ser lembrado pelo que realizou. Muitos não conhecem sua carreira. Precisam começar identificando-a: o que eu quero, para que, como e com que motivos, entre outros aspectos. Em decorrência da carreira temos as nossas competências. Alguns são criativos, outros sistemáticos, outros executores, outros lideres e assim teremos uma infinidade de competências em ação. A sua carreira potencializa as suas competências que serão tão mais intensas e realizadoras (no sentido de traduzirem-se em resultados) quanto aderentes à sua carreira. Aqui cabe lembrar que carreira não é profissão. Essa viabiliza sua carreira. Ja escrevi sobre isso sob o titulo "carreira". Assim, identifique sua carreira e suas competências e mantenha a motivação potencializando suas competências. Os resultados serão conseqüência. Pense nisto.

Bem estar: uma decisao.

A vontade de viver em bem estar tem sido uma busca constante de todos nós. Mas porque será que muitas vezes não conseguimos? Será que as expectativas, as fantasias e o querer ter seriam motivos para acharmos que na maior parte do nosso tempo não estamos satisfeitos e portanto não estamos bem? Parece que sempre estamos atrás de mais e mais, e mal prestamos atenção no que somos, no que nos cerca e no que realizamos. Às vezes tenho a impressão, ouvindo clientes, alunos e aqueles que me cercam, que geralmente estamos olhando a horta do vizinho, ou seja, a vida que o outro leva. O que somos e o que temos dificilmente esta bom, e geralmente estamos focados em ter coisas. O ser, que deveria ser o mais importante, pouco espaço tem nas nossas mentes. Precisamos aprender (ou reaprender) a olharmos nossa vida sob uma perspectiva mais ampla: o que conseguimos, o que somos, o que realizamos e o que sentimos. Nossa vida é única, é especial. Preste atenção em você, respire, e valorize o que é e o que conseguiu. Procure se conhecer mais, seja seu companheiro, observe suas sensações e evite fazer comparações. Viver em bem estar é reconhecer que o que você é e esta sendo é muito bom. Você conquistou. Mantenha o contato com você, respire e se orgulhe de tudo o que já fez e de tudo que sabe que pode mudar para ser uma pessoa ainda melhor. Experimente.

O bem estar ao seu alcance

Todos nós queremos nos sentir bem. E se possível, sempre. Se você dividir hipoteticamente a vida em três partes, sendo uma a sua, outra o meio em que você vive e a outra o(s) outro(s) com quem convive, pode concluir que sobre 33% a responsabilidade por conseguir viver em paz é sua. A boa noticia é que você se conhecendo e criando oportunidades para se sentir bem, certamente sentirá. Para isso precisamos desenvolver o autoconhecimento e o autocontrole. O autoconhecimento porque, dentre outros motivos, nos ajuda a entender as razões pelas quais fazemos da nossa vida uma vida tão difícil e penosa. E o autocontrole porque o querer estar bem deve ser um atitude assumida por você, e que o ajude a se autocontrolar. O autoconhecimento sem autocontrole dificilmente vai fazer com que você se proporcione (dentro dos 33%) momentos de satisfação e bem estar.

Participantes

Quem sou eu

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Certificada pelo International Coaching Institute (ICI) – 2009 - # 449. Formada em Psicologia (UNIP,1979) e mestre em administração de empresas (EASP/FGV, 2000). Atua como psicóloga nas áreas clinica e organizacional desde 1979, e como coach desde 2006. Professora em cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia, Gestão do Conhecimento e Comportamento Organizacional desde 1999. Fluente em inglês. Para contato envie e.mail para sandrabmr@gmail.com @coachonyou (seu twitte de dicas) www.coachingforyou.com.br