Ultimamente tenho ouvido e visto inúmeros colegas, familiares e clientes sob os efeitos do estresse, atrapalhando seus objetivos de carreira. O que me fez escrever este post foi que na última semana os efeitos sobre colegas de trabalho foram aneurisma grave, enfarto fulminante e acidente de carro. Estou perplexa como o estresse em alto nível está tomando conta das pessoas com que convivo. O pior é que muitos acham “normal - faz parte da vida” e não querem deixar de fazer certas coisas "porque vou perder dinheiro", ou “terei que encontrar novas alternativas e está bom assim".
Mas por que será que isso está acontecendo? Em grande parte pela cidade em que vivemos – São Paulo, capital – que favorece níveis de estresse contínuos, pela forma como o mercado de trabalho tem tratado o trabalho, e pela essência do funcionamento da economia de forma geral. Dessa forma, ficamos doentes e somos desviados de nossos objetivos de carreira, chegando muitas vezes a perder o foco em função, por exemplo, da ansiedade decorrente de alto nível de estresse. Já não é de hoje que muitos pesquisadores apontam o estresse como a doença do Século XXI.
Cabe ressaltar que o estresse muitas vezes é considerado um estado indesejável, mas a definição geral do termo diz respeito à reação esperada das pessoas às exigências feitas a elas. Esse estado psicológico em certo nível permite regular a motivação, o crescimento, o desenvolvimento e a mudança. O dano à saúde vai depender do nível e freqüência de estresse que a pessoa apresenta como resposta às demandas da vida.
Os efeitos físicos do estresse muitas vezes não são percebidos. A não percepção e assunção de que estamos sob estresse é que é o perigo. Altos níveis de estresse estão vinculados a um maior número de acidentes (Matteson & Ivancevick, 1982), pressão alta, problemas cardíacos, alta do colesterol, lesões, irritabilidade, depressão, descontrole emocional, ansiedade, aumento ou diminuição de peso, entre outros sintomas. Quando os sintomas aparecem devem ser tratados como sinais: a pessoa deve procurar ajuda para verificar o nível de consequência no corpo (exemplos: úlcera, problemas cardíacos, entre inúmeras doenças físicas). O ideal é procurar um médico, inicialmente, clínico geral e buscar um psicólogo que o ajude a reorganizar a forma como vive a vida, revendo fatores estressores, prioridades, expectativas, estilo de vida e resistências à diminuição dos fatores estressores.
Lutar contra o estresse requer coragem e determinação. Quantos clientes meus ouvi dizer que não têm como mudar a vida, ganhar menos, viver sem isso ou aquilo (referindo-se a bens materiais), que a empresa o obriga a trabalhar finais de semana e viajar constantemente (o que geralmente é fato – as empresas cobram seus funcionários até o limite sem muitas vezes prevenirem o absenteísmo), que o trabalho traz prazer (como se o ambiente de trabalho – o que inclui pessoas que nele convivem – fosse a vida da pessoa), entre outras racionalizações que têm por objetivo justificar que trabalhar é necessário e tem que estar acima de tudo, de todos e até da sua própria saúde. Imaginem que recentemente ouvi de uma pessoa, quando a parabenizei pelo novo cargo de diretor que havia assumido, que havia estado recentemente em um hospital com suspeita de enfarto tratando do fato com se fosse algo comum, desvinculado do seu estilo de vida. Chegou a me surpreender.
Chega a ser chocante a forma com que muitos têm concluído sobre seus sintomas de estresse, reagindo de forma anestesiada ao que lhes acontece. Conseqüentemente, além de ficarem doentes, distanciam-se de sua carreira, separam-se ou distanciam-se da família, amigos e experimentam alto nível de insatisfação. Às vezes, em um momento de lucidez dizem: "perdi o controle sobre a minha vida". Momento de lucidez que não passa de um momento.
Sucesso na carreira sem saúde é sucesso?
Mas por que será que isso está acontecendo? Em grande parte pela cidade em que vivemos – São Paulo, capital – que favorece níveis de estresse contínuos, pela forma como o mercado de trabalho tem tratado o trabalho, e pela essência do funcionamento da economia de forma geral. Dessa forma, ficamos doentes e somos desviados de nossos objetivos de carreira, chegando muitas vezes a perder o foco em função, por exemplo, da ansiedade decorrente de alto nível de estresse. Já não é de hoje que muitos pesquisadores apontam o estresse como a doença do Século XXI.
Cabe ressaltar que o estresse muitas vezes é considerado um estado indesejável, mas a definição geral do termo diz respeito à reação esperada das pessoas às exigências feitas a elas. Esse estado psicológico em certo nível permite regular a motivação, o crescimento, o desenvolvimento e a mudança. O dano à saúde vai depender do nível e freqüência de estresse que a pessoa apresenta como resposta às demandas da vida.
Os efeitos físicos do estresse muitas vezes não são percebidos. A não percepção e assunção de que estamos sob estresse é que é o perigo. Altos níveis de estresse estão vinculados a um maior número de acidentes (Matteson & Ivancevick, 1982), pressão alta, problemas cardíacos, alta do colesterol, lesões, irritabilidade, depressão, descontrole emocional, ansiedade, aumento ou diminuição de peso, entre outros sintomas. Quando os sintomas aparecem devem ser tratados como sinais: a pessoa deve procurar ajuda para verificar o nível de consequência no corpo (exemplos: úlcera, problemas cardíacos, entre inúmeras doenças físicas). O ideal é procurar um médico, inicialmente, clínico geral e buscar um psicólogo que o ajude a reorganizar a forma como vive a vida, revendo fatores estressores, prioridades, expectativas, estilo de vida e resistências à diminuição dos fatores estressores.
Lutar contra o estresse requer coragem e determinação. Quantos clientes meus ouvi dizer que não têm como mudar a vida, ganhar menos, viver sem isso ou aquilo (referindo-se a bens materiais), que a empresa o obriga a trabalhar finais de semana e viajar constantemente (o que geralmente é fato – as empresas cobram seus funcionários até o limite sem muitas vezes prevenirem o absenteísmo), que o trabalho traz prazer (como se o ambiente de trabalho – o que inclui pessoas que nele convivem – fosse a vida da pessoa), entre outras racionalizações que têm por objetivo justificar que trabalhar é necessário e tem que estar acima de tudo, de todos e até da sua própria saúde. Imaginem que recentemente ouvi de uma pessoa, quando a parabenizei pelo novo cargo de diretor que havia assumido, que havia estado recentemente em um hospital com suspeita de enfarto tratando do fato com se fosse algo comum, desvinculado do seu estilo de vida. Chegou a me surpreender.
Chega a ser chocante a forma com que muitos têm concluído sobre seus sintomas de estresse, reagindo de forma anestesiada ao que lhes acontece. Conseqüentemente, além de ficarem doentes, distanciam-se de sua carreira, separam-se ou distanciam-se da família, amigos e experimentam alto nível de insatisfação. Às vezes, em um momento de lucidez dizem: "perdi o controle sobre a minha vida". Momento de lucidez que não passa de um momento.
Sucesso na carreira sem saúde é sucesso?
